quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Minha conclusão

A disciplina BIB03043, representou para mim a possibilidade de estudar mais aprofundadamente (e experimentar) os variados tipos de mídia voltados para a disseminação da informação.

Muitos dos elementos estudados estão presentes no nosso dia a dia, porém, nem sempre é possível utilizá-los de maneira proveitosa.

Da minha própria experiência, destacaria como principal motivo para o pouco aproveitamento desses elementos fatores como a falta de experiência para o uso de certas mídias como o blogue, por exemplo. Antes de conhecer por meio da disciplina, não tinha interesse em produzir, pois sempre acreditei que fosse pura questão de vaidade e exibicionismo. Deparava-me com blogues pessoais na rede, com assuntos irrelevantes para mim e que muitas vezes, quando me interessava, não parecia ser a fonte mais confiável. Não a ponto de utilizar um blogue como referência.

A partir do momento em que estudei a criação do blogue e os critérios para a avaliação, passei a ter uma visão diferente e mais crítica.

Assim é com os outros recursos. Há algum tempo atrás identificar bancos de imagens, nem pensaria, qualquer imagem da web já servia. Fotologues, Twitter, jornais online, web museus, redes sociais são mídias que nunca percebi como ferramentas potenciais para trabalhar com a informação e acredito que eu não seja a única.

Culpa também do hábito de só analisar a fonte isoladamente e apenas quando ela nos é conveniente, mas nunca analisá-la como um todo.

Dessa forma, respondendo a questão central do texto, aprendi que é possível sim “convergir todos esses elementos informacionais para uma busca e recuperação da informação de maneira mais rápida e eficiente”. Nosso tempo é o da tecnologia e os recursos são vastos, quanto mais cedo aprendermos a utilizá-los, mais produtivo será nosso trabalho enquanto pesquisadores e profissionais atuantes em unidades de informação.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Comunidades Virtuais e Redes Sociais

As redes sociais e as comunidades virtuais são ótimas fontes para troca de informação e aprendizagem.
Geralmente essas redes e comunidades são formadas por pessoas que possuem interesses em comum, mas também tem aquelas em que se conectam para ter acesso a tipos de informações diferenciadas. É o caso do Yahoo! Respostas, que eu considero muito útil. Sempre que não encontro resposta para alguma dúvida, acesso a rede e lanço a minha pergunta. Logo alguém responde mesmo que seja para dar apenas uma dica. Ali se pode selecionar a área em que melhor se insere o tema da questão a ser perguntada. Isso quer dizer que, quem responder a questão, está acessando a mesma área de interesse. Nesse caso, existem os benefícios de colaboração/cooperação e de socialização.
Quanto às comunidade virtuais como o Orkut, que a princípio deveriam unir pessoas sob um mesmo tema, tenho minhas dúvidas. Realmente as pessoas “se adicionam” a certas comunidades porque se identificam com os gostos ou temáticas, etc. Tá, e daí? Uma comunidade que se chama ADORO TRAKINAS DE MORANGO pode ter 680.952.528 amigos (é um número fictício), mas...será que ela realmente está servindo para a troca de informação ou para agregar os benefícios mencionados anteriormente? Acho pouco provável. Isso não é o pior, ainda tem gente que usa a rede para propagar idéias preconceituosas e criminosas.
Em contrapartida, existem comunidades relacionadas a outros temas e que são intensamente ativas. Gostos em comum por certos grupos musicais, por determinado artista, por profissões e temas relacionados com certeza tem uma troca de informação muito grande. Lançam novidades nos links, enquetes, fóruns, notícias, etc.
É um recurso fantástico, diria até mesmo que poderoso em termos de sociabilização da informação, pois rompe as barreiras geográficas e sem dúvida é muito democrático.
Enfim, as redes virtuais possibilitam troca de informações úteis e inúteis, basta usar de bom senso para achar uma boa maneira de utiliza-la e aproveita-la.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Webmuseus

A importância dos webmuseus para a disseminação da informação consiste em serem recursos através do qual as pessoas podem conhecer mais sobre arte e história de diversos lugares e segmentos.
Muitas vezes, estes são assuntos que intimidam as pessoas, pois parece que são temas para poucos privilegiados.
O ambiente frio dos museus geralmente não parece nada acolhedor. Sempre a mesma coisa: silêncio e distância de tudo. Causa mais espanto do que curiosidade e admiração, principalmente ao público mais jovem que tem necessidade de movimento e criatividade para prender sua atenção. Visitar um museu pode não ser uma coisa tão divertida e interessante (a menos que seja como o museu da PUC), mas visitar um museu através da web é uma forma muito mais atraente para os jovens que não tem muita paciência.

A visita ao Museu do Iraque foi incrível, ainda mais por se tratar de história. Tudo que tem história é sempre mais interessante. O site é bem elaborado, de fácil navegação. As cores são totalmente relacionadas à realidade do lugar, tudo em tom de cinza e areia. Os itens do acervo podem ser visualizados em conjunto, como se estivessem dispostos em uma sala. Os objetos possuem links que permitem acessar informações individualizadas de cada um deles.
As vantagens consistem no fato de se visitar o museu sem precisar viajar até ele.
A desvantagem destes espaços virtuais está mais relacionada ao acesso da própria rede: downloads demorados, internet intemitente, restrições a determinados links. Certamente isso não chega ser uma desvantagem da página em si, mas são problemas que prejudicam a visita ao site, dependendo do local de onde se está acessando.
Já o Museu Virtual de Arte Brasileira, não achei tão interessante. Parece um site comum onde se disponibilizam imagens e informações sobre elas.
Pra que esse tipo de recurso realmente atinja seu objetivo, ele deve ser muito bem elaborado e abusar da criatividade, senão se torna lugar comum na web.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

JORNAIS NACIONAIS ONLINE

Apesar de achar que é bastante útil e importante conhecer a versão on line dos jornais impressos, continuo não tendo o hábito de acessá-los. Com exceção da Zero Hora, mas só para consulta rápida ou para ler notícias sobre algo que ouvi comentar.
Normalmente eu nem vou direto ao site da ZH, mas busco pelo Google e escolho o link mais apropriado. Acredito que muita gente também faz assim.
Considero importante que os profissionais da informação tenham conhecimento deste tipo de veículo de comunicação e saibam a melhor maneira de utiliza-los.
É um recurso bastante apropriado para uma unidade de informação que esteja informatizada. É também uma boa maneira de praticar a inclusão social através da inclusão digital.
É uma forma de incentivar o gosto pela leitura. Já que navegar pela internet é tão prazeroso, então que o seja navegar e estar informado ao mesmo tempo.
O interessante é que os jornais eletrônicos oferecem meios para que o leitor interaja com a publicação. Na maioria deles, há uma parte dedicada à opinião do leitor (igual aos jornais impressos), existe o fórum, os blogues que possibilitam a interação, promoções para ganhar brindes e etc. No caso da Zero Hora e do O Estadão, se pode até enviar fotos pelo celular para virarem notícia. E olha que aparece cada imagem interessante, como aquela foto do surfista do Arroio Dilúvio, que foi tirada bem no dia do temporal em Porto Alegre (na edição ZH de 19/11/2009).
Mas além destes aspectos, é importante não esquecer de prestar atenção na forma como a notícia é apresentada, se há alguma distorção nos fatos, algum tipo de opinião ou tendência no modo como a notícia está publicada.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Jornais internacionais online

Para os profissionais da informação, acho importante que se pratique a leitura de jornais internacionais, principalmente os mais importantes como os que estão indicados na súmula da disciplina. Já que os impressos são mais difíceis de conseguir, o jornal online possibilita o acesso.
Neste caso, vale também conhecer e avaliar a linha de pensamento que está por trás das notícias. Informações tendenciosas devem ser cuidadosamente lidas e interpretadas.
Apesar de considerar importante, ainda não tenho o costume de ler os jornais internacionais.
Há algum tempo atrás, eu lia diariamente o Pravda (www.pravda.ru), jornal russo, porém na edição portuguesa (de Portugal - http://port.pravda.ru). Isso por que eu estudava língua russa na época e utilizava este jornal para treinar a leitura.
Lembro que quando comecei a acessa-lo, há uns 3 anos, ele tinha um posicionamento bem definindo, inclusive no fórum se encontrava bem explicito o pensamento do editor, principalmente no que tocava às notícias da Rússia. Atualmente, percebo que se tornou um jornal da web com notícias mais gerais, inclusive no link “Acerca do Jornal”, tem aquela notinha informando que a opinião dos autores não corresponde necessariamente a dos editores. Não sei dizer quando ocorreu a mudança, pois fiquei um tempão sem acessar.


Ler as notícias naquela época, era bom, pois trazia sempre as últimas ocorridas naquela região e costumeiramente um pouco do resgate da história dos fatos. Claro que sempre de um ponto de vista unilateral. Mas era válido, pelo menos pra quem quisesse saber o que estava acontecendo por lá.
Dessa forma, penso que os outros jornais internacionais devem ter o mesmo caráter e quem pode fazer uma análise mais cautelosa acerca da informação publicada é um profissional mais preparado e comprometido. Além de auxiliar na divulgação das informações para o usuário, ainda colabora para o crescimento cultural de ambos.

sábado, 24 de outubro de 2009

Webjornais e bibliotecários

Minha análise sobre a relação dos webjornais e do profissional da informação foi feita em torno da questão levantada por Lévy (1999 apud MIELNICZUK, p. 6) quando questiona a sobrevivência do jornalismo, já que uma pessoa pode emitir mensagens a várias outras e se com as possibilidades tecnológicas ainda será preciso recorrer aos jornalistas clássicos para se manter atualizado?
Mesmo que uma pessoa possa enviar e-mails a várias outras, o jornalismo consiste em publicar a notícia para um alcance praticamente global. A notícia é lançada e ali permanece tanto para ser acompanhada como para ser ignorada.
Quanto a terminar com o jornalismo clássico, não acredito que acabará. Os nossos dias são de intenso imediatismo, dessa forma se faz necessário criar recursos para atender a demanda de tempo e agilidade.
Proporcional ao crescimento dessa demanda, o imediatismo faz com que muita gente não consiga acompanhar o ritmo, portanto, esse público ainda necessita chegar em casa, assistir aos telejornais, ou mesmo abrir o jornal impresso que ficou na mesa da sala durante o dia inteiro. Webjornalismo, quem dera! Ficar linkando demanda tempo. Se for possível fazer webjornalismo pelo Twitter (do celular), maravilha!
Se formos pensar então na questão do acesso... esse tipo de veículo de comunicação/informação é um tanto excludente. É só lembrarmos que grande parte da população – apenas citando o Brasil - não tem acesso à internet ou computador. Quando é possível acessar um computador público, entra a questão do saber como buscar a notícia ou como filtrar o que se quer ler.
Nesse aspecto, cabe ao profissional da informação procurar conhecer uma variada quantidade destes webjornais. Penso também que da mesma forma que em outros canais de comunicação, é preciso criar critérios de avaliação da qualidade do conteúdo disponibilizado.
Assim se torna possível orientar o usuário sobre qual a maneira mais eficaz e satisfatória de acessar o que está na web para suprir suas necessidades informacionais. E porque não instiga-lo a utilizar alguns critérios? Porém, tendo sempre o cuidado de não tolher o seu direito de livre escolha.

REFERÊNCIA

MIELNICZUK, Luciana. Características e implicações do jornalismo na Web. Disponível em http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf. Acessado em 22/10/2009.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O homem pisando na Lua

Representação do homem pisando na Lua???

Fonte: http://www.http//imotion.com.br/imagens/data/media/74/4136lua.jpg

Agorinha mesmo um colega me viu publicando este post e me falou de um site muito interessante que mostra logo de cara o que eu deixei subentendido acima. É o seguinte:

http://www.afraudedoseculo.com.br/

"Isto não é um cachimbo"




Essa é uma imagem da qual eu gosto muito, e o que ela representa. Na verdade ela poderia representar a inexistência do objeto. Porém, não basta ela estar ali, mesmo com a afirmação de seu criador: “Isto não é um cachimbo”. Ainda assim pensamos que é um cachimbo. Mas não é. É apenas a representação de um cachimbo.
A imagem apenas não bastou para nos convencer, foi preciso também agregar informação a ela. Essa é a idéia da obra e de todas as imagens, penso eu, que nada mais são do que representações.
Eu encontrei este tema junto a umas anotações que fiz durante um curso de produção textual do qual participei. Achei muito interessante juntá-las às nossas publicações da disciplina.
Não é difícil encontrar mais sobre o assunto. Inclusive ao pesquisar a imagem na internet, eu achei as mesmas afirmações sobre a pintura em muitos sites. A minha professora deve ter lido alguma obra, falou no curso o que leu, eu anotei o que ela falou e estou escrevendo aqui. Por esse motivo, não vou citar uma referência, a não ser o nome dela que é Ana Inês.
Agora, olhem de novo a figura acima e respondam: É um cachimbo?

Autor da obra: René Magritte, pintor nascido em 1898 na Bélgica.
Título da obra: Ceci n'est pas une pipe ou "Isto não é um cachimbo"

sábado, 17 de outubro de 2009

Vídeos e bibliotecários

O projeto de extensão sobre conscientização e divulgação da importância do papel do bibliotecário para a sociedade em forma de vídeo, na minha opinião, é uma idéia brilhante. É uma maneira criativa e dinâmica para levar ao público a imagem real do bibliotecário. Como afirmam Eggert e Martins (1996) “A dinâmica e o movimento da imagem são mais adequados a oferecer uma percepção de um profissional da informação do que um texto em si,[...]”. Nesse caso, o vídeo tem que ser bem produzido, o que implica em objetividade, criatividade, com imagens que demonstrem a realidade do ambiente ao redor do profissional e sua atuação.
Pensando sobre isso, lembrei do vídeo de apresentação da Biblioteca Central da PUC. Não sei se os colegas que também assistiram (em 16/10) tiveram a mesma impressão, mas achei que aquele vídeo desperta alguns sentimentos como curiosidade - em saber mais sobre as bibliotecas em geral; interesse - em conhecer e aprender as tecnologias apresentadas; orgulho - em saber que a instituição torna nossa cidade uma referência; e também, porque não dizer, orgulho em saber que fazemos parte daquele universo - não da PUC especificamente, mas da Biblioteconomia.
Acho que aquele vídeo cumpriu o seu papel, embora estivesse focado na estrutura da biblioteca e não propriamente no bibliotecário.

REFERÊNCIA

EGGERT, Gisela; MARTINS, Maria Emília Ganzarolli. Bibliotecário. Quem é? O que faz?. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 1, n. 1, 1996. Disponível em: http:// revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/download/310/351. Acessado em 17 out. 2009.

sábado, 10 de outubro de 2009

BANCOS DE IMAGENS

Primeiramente acho interessante pensar num banco de imagens como no catálogo de uma biblioteca. Já que a imagem também é informação merece um tratamento adequado para uma recuperação eficiente e satisfatória. Neste caso a representação temática da imagem vai depender muito da interpretação de quem a está analisando.
Em segundo, penso que o uso da imagem como complemento da informação impõe uma certa relação de colaboração entre seus autores. Afinal a efetividade de um trabalho depende da colaboração do outro, a não ser que a imagem seja dispensável. Por isso, nada mais justo que a fonte/autor seja informada.
Quando se trata de uma instituição que tem a preocupação de produzir, organizar e disponibilizar um banco de imagens, ela provavelmente está se preocupando com a disseminação daquele conteúdo no qual é especializada bem como na preservação da memória institucional. Acredito que se a instituição tem como visão o uso racional e controlado de suas informações é coerente que ela restrinja o acesso oferecendo o serviço pago. Isso é uma forma de proteger e valorizar o trabalho de seus profissionais, mas também pode ser simplesmente uma fonte de renda.
O fato é que quem realmente estiver interessado em obter a imagem, pagará por ela. Mas o valor pago não é parâmetro para definir o bom ou mau uso da imagem. A questão depois é com a justiça, e que cada um procure seus direitos.
O problema maior é depois que a imagem cai na rede. Volta e meia ficamos sabendo de casos sobre pessoas (principalmente famosos) que fazem o maior escândalo por causa do uso indevido da sua imagem. Além da questão se arrastar por muito tempo até se resolver, a tal imagem fica muito mais popular, pois se torna notícia e todo mundo quer ver o por quê de tamanha confusão. Aí fica muito mais fácil conseguir sem custo algum.