sábado, 10 de outubro de 2009

BANCOS DE IMAGENS

Primeiramente acho interessante pensar num banco de imagens como no catálogo de uma biblioteca. Já que a imagem também é informação merece um tratamento adequado para uma recuperação eficiente e satisfatória. Neste caso a representação temática da imagem vai depender muito da interpretação de quem a está analisando.
Em segundo, penso que o uso da imagem como complemento da informação impõe uma certa relação de colaboração entre seus autores. Afinal a efetividade de um trabalho depende da colaboração do outro, a não ser que a imagem seja dispensável. Por isso, nada mais justo que a fonte/autor seja informada.
Quando se trata de uma instituição que tem a preocupação de produzir, organizar e disponibilizar um banco de imagens, ela provavelmente está se preocupando com a disseminação daquele conteúdo no qual é especializada bem como na preservação da memória institucional. Acredito que se a instituição tem como visão o uso racional e controlado de suas informações é coerente que ela restrinja o acesso oferecendo o serviço pago. Isso é uma forma de proteger e valorizar o trabalho de seus profissionais, mas também pode ser simplesmente uma fonte de renda.
O fato é que quem realmente estiver interessado em obter a imagem, pagará por ela. Mas o valor pago não é parâmetro para definir o bom ou mau uso da imagem. A questão depois é com a justiça, e que cada um procure seus direitos.
O problema maior é depois que a imagem cai na rede. Volta e meia ficamos sabendo de casos sobre pessoas (principalmente famosos) que fazem o maior escândalo por causa do uso indevido da sua imagem. Além da questão se arrastar por muito tempo até se resolver, a tal imagem fica muito mais popular, pois se torna notícia e todo mundo quer ver o por quê de tamanha confusão. Aí fica muito mais fácil conseguir sem custo algum.

Um comentário:

  1. Ótimo Lilian!
    Podemos perceber que nesses sistemas de informação há muito a se pensar sobre a organização e como as pessoas buscam as informações. Mais uma oportunidade de construir campos de atuação para os bibliotecários.

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