sábado, 24 de outubro de 2009

Webjornais e bibliotecários

Minha análise sobre a relação dos webjornais e do profissional da informação foi feita em torno da questão levantada por Lévy (1999 apud MIELNICZUK, p. 6) quando questiona a sobrevivência do jornalismo, já que uma pessoa pode emitir mensagens a várias outras e se com as possibilidades tecnológicas ainda será preciso recorrer aos jornalistas clássicos para se manter atualizado?
Mesmo que uma pessoa possa enviar e-mails a várias outras, o jornalismo consiste em publicar a notícia para um alcance praticamente global. A notícia é lançada e ali permanece tanto para ser acompanhada como para ser ignorada.
Quanto a terminar com o jornalismo clássico, não acredito que acabará. Os nossos dias são de intenso imediatismo, dessa forma se faz necessário criar recursos para atender a demanda de tempo e agilidade.
Proporcional ao crescimento dessa demanda, o imediatismo faz com que muita gente não consiga acompanhar o ritmo, portanto, esse público ainda necessita chegar em casa, assistir aos telejornais, ou mesmo abrir o jornal impresso que ficou na mesa da sala durante o dia inteiro. Webjornalismo, quem dera! Ficar linkando demanda tempo. Se for possível fazer webjornalismo pelo Twitter (do celular), maravilha!
Se formos pensar então na questão do acesso... esse tipo de veículo de comunicação/informação é um tanto excludente. É só lembrarmos que grande parte da população – apenas citando o Brasil - não tem acesso à internet ou computador. Quando é possível acessar um computador público, entra a questão do saber como buscar a notícia ou como filtrar o que se quer ler.
Nesse aspecto, cabe ao profissional da informação procurar conhecer uma variada quantidade destes webjornais. Penso também que da mesma forma que em outros canais de comunicação, é preciso criar critérios de avaliação da qualidade do conteúdo disponibilizado.
Assim se torna possível orientar o usuário sobre qual a maneira mais eficaz e satisfatória de acessar o que está na web para suprir suas necessidades informacionais. E porque não instiga-lo a utilizar alguns critérios? Porém, tendo sempre o cuidado de não tolher o seu direito de livre escolha.

REFERÊNCIA

MIELNICZUK, Luciana. Características e implicações do jornalismo na Web. Disponível em http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf. Acessado em 22/10/2009.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O homem pisando na Lua

Representação do homem pisando na Lua???

Fonte: http://www.http//imotion.com.br/imagens/data/media/74/4136lua.jpg

Agorinha mesmo um colega me viu publicando este post e me falou de um site muito interessante que mostra logo de cara o que eu deixei subentendido acima. É o seguinte:

http://www.afraudedoseculo.com.br/

"Isto não é um cachimbo"




Essa é uma imagem da qual eu gosto muito, e o que ela representa. Na verdade ela poderia representar a inexistência do objeto. Porém, não basta ela estar ali, mesmo com a afirmação de seu criador: “Isto não é um cachimbo”. Ainda assim pensamos que é um cachimbo. Mas não é. É apenas a representação de um cachimbo.
A imagem apenas não bastou para nos convencer, foi preciso também agregar informação a ela. Essa é a idéia da obra e de todas as imagens, penso eu, que nada mais são do que representações.
Eu encontrei este tema junto a umas anotações que fiz durante um curso de produção textual do qual participei. Achei muito interessante juntá-las às nossas publicações da disciplina.
Não é difícil encontrar mais sobre o assunto. Inclusive ao pesquisar a imagem na internet, eu achei as mesmas afirmações sobre a pintura em muitos sites. A minha professora deve ter lido alguma obra, falou no curso o que leu, eu anotei o que ela falou e estou escrevendo aqui. Por esse motivo, não vou citar uma referência, a não ser o nome dela que é Ana Inês.
Agora, olhem de novo a figura acima e respondam: É um cachimbo?

Autor da obra: René Magritte, pintor nascido em 1898 na Bélgica.
Título da obra: Ceci n'est pas une pipe ou "Isto não é um cachimbo"

sábado, 17 de outubro de 2009

Vídeos e bibliotecários

O projeto de extensão sobre conscientização e divulgação da importância do papel do bibliotecário para a sociedade em forma de vídeo, na minha opinião, é uma idéia brilhante. É uma maneira criativa e dinâmica para levar ao público a imagem real do bibliotecário. Como afirmam Eggert e Martins (1996) “A dinâmica e o movimento da imagem são mais adequados a oferecer uma percepção de um profissional da informação do que um texto em si,[...]”. Nesse caso, o vídeo tem que ser bem produzido, o que implica em objetividade, criatividade, com imagens que demonstrem a realidade do ambiente ao redor do profissional e sua atuação.
Pensando sobre isso, lembrei do vídeo de apresentação da Biblioteca Central da PUC. Não sei se os colegas que também assistiram (em 16/10) tiveram a mesma impressão, mas achei que aquele vídeo desperta alguns sentimentos como curiosidade - em saber mais sobre as bibliotecas em geral; interesse - em conhecer e aprender as tecnologias apresentadas; orgulho - em saber que a instituição torna nossa cidade uma referência; e também, porque não dizer, orgulho em saber que fazemos parte daquele universo - não da PUC especificamente, mas da Biblioteconomia.
Acho que aquele vídeo cumpriu o seu papel, embora estivesse focado na estrutura da biblioteca e não propriamente no bibliotecário.

REFERÊNCIA

EGGERT, Gisela; MARTINS, Maria Emília Ganzarolli. Bibliotecário. Quem é? O que faz?. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 1, n. 1, 1996. Disponível em: http:// revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/download/310/351. Acessado em 17 out. 2009.

sábado, 10 de outubro de 2009

BANCOS DE IMAGENS

Primeiramente acho interessante pensar num banco de imagens como no catálogo de uma biblioteca. Já que a imagem também é informação merece um tratamento adequado para uma recuperação eficiente e satisfatória. Neste caso a representação temática da imagem vai depender muito da interpretação de quem a está analisando.
Em segundo, penso que o uso da imagem como complemento da informação impõe uma certa relação de colaboração entre seus autores. Afinal a efetividade de um trabalho depende da colaboração do outro, a não ser que a imagem seja dispensável. Por isso, nada mais justo que a fonte/autor seja informada.
Quando se trata de uma instituição que tem a preocupação de produzir, organizar e disponibilizar um banco de imagens, ela provavelmente está se preocupando com a disseminação daquele conteúdo no qual é especializada bem como na preservação da memória institucional. Acredito que se a instituição tem como visão o uso racional e controlado de suas informações é coerente que ela restrinja o acesso oferecendo o serviço pago. Isso é uma forma de proteger e valorizar o trabalho de seus profissionais, mas também pode ser simplesmente uma fonte de renda.
O fato é que quem realmente estiver interessado em obter a imagem, pagará por ela. Mas o valor pago não é parâmetro para definir o bom ou mau uso da imagem. A questão depois é com a justiça, e que cada um procure seus direitos.
O problema maior é depois que a imagem cai na rede. Volta e meia ficamos sabendo de casos sobre pessoas (principalmente famosos) que fazem o maior escândalo por causa do uso indevido da sua imagem. Além da questão se arrastar por muito tempo até se resolver, a tal imagem fica muito mais popular, pois se torna notícia e todo mundo quer ver o por quê de tamanha confusão. Aí fica muito mais fácil conseguir sem custo algum.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PRÊMIO NOBEL DE FÍSICA

Por falar em dilema das fotos analógicas e digitais ...
Os inventores dos sensores que possibilitaram a revolução da captação de imagens foram premiados com o Nobel. Quem assistiu aos telejornais ontém (06/10) viu aquilo que está sendo discutido na nossa disciplina. Os argumentos a favor das imagens digitais são os que a gente já conhece e ainda ganham reforços quando vistos sob a ótica da ciência.

Pioneiros da comunicação recebem Prêmio Nobel de Física
O Nobel de Física premiou cientistas que ajudaram a criar tecnologias que sem elas a gente nem mais consegue imaginar o nosso dia-a-dia. Entre elas, o sensor que transformou a foto em arquivo digital.

A câmera vai na mochila. "Feita para facilitar mesmo". Indispensável, num encontro entre amigos. "A gente vai comer pizza agora tem que tirar uma foto".

Só no ano passado, no Brasil, foram vendidos mais de dois milhões e meio de câmeras, sem contar as que estão nos celulares. "Eu não gasto mais com filme. Se não gostar do que você tirou é só apagar, deleta". "Hoje em dia não dá para se imaginar sem uma câmera. Tem que registrar todos os momentos é essencial na vida da gente".

Uma das principais vantagens das câmeras digitais é poder tirar uma foto e na mesma hora armazenar no computador. Não precisa nem imprimir. Uma operação impossível se você usar uma câmera analógica.

Uma revolução que só foi possível por causa de dois homens. Em 1969, Willard Boyle e George Smith, inventaram o CCD - Sensor de Imagens - que funciona como um olho eletrônico para as câmeras digitais.

O mecanismo é acionado quando a lente capta a luz. Os sinais luminosos entram no sensor que tem milhares de células fotossensíveis, os pixels das nossas câmeras. Por isso, quanto mais pixels, melhor a qualidade da imagem, melhor é a captação.

O sensor CCD está conectado a um circuito eletrônico que leva o sinal de cada pixel para o processador da câmera. É esse processador que transforma os sinais em imagem digital.

A invenção permitiu fotografar o espaço e mandar fotos de Marte para a Terra e rendeu as dois o Prêmio Nobel de Física de 2009. "Se não fosse esses grandes físicos, grandes pesquisadores, hoje, possivelmente, a gente não teria nem um quinto, um milionésimo que a gente tem na nossa mão atualmente", acredita a doutora em física da PUC-SP, Maria Almeida Cavalcante.

A notícia completa está disponível, e tem até o vídeo da reportagem, em:

http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1332119-16021,00-PIONEIROS+DA+COMUNICACAO+RECEBEM+PREMIO+NOBEL+DE+FISICA.html.
Acesso em 07/10/2009, 11h23min.

sábado, 3 de outubro de 2009

ANTIGA PORTO ALEGRE: FOTOS ANALÓGICAS

Algumas testemunhas analógicas da Porto Alegre antiga.

   
Vista do antigo riacho passando atrás da antiga Rua da Margem, hoje Rua João Alfredo.

 
A Praça da Alfândega durante enchente de 1941.

 
Vista do Arroio Dilúvio durante a canalização. As construções que aparecem na foto são dos prédios do Hospital (Ernesto Dornelles) e ao fundo o Palácio da Polícia. Estas imagens e outras informações estão disponíveis em um blogue que tem como tema o estudo voltado ao Arroio Dilúvio de Porto Alegre em todos os seus aspectos. É o Projeto "Habitantes do Arroio", que dá nome ao blogue. No blogue são informadas as fontes onde estão disponíveis os acervos fotográficos. Disponível em: http://habitantesdoarroio.blogspot.com. Acessado em 03/10/2009, 14h.

FOTOGRAFIA ANALÓGICA E DIGITAL

Um dos principais dilemas sobre a validade do uso da fotografia digital como fonte de informação, principalmente no fotojornalismo, envolve a questão ética. Existem argumentos contra e a favor, levando sempre em conta o caráter do profissional envolvido.
A fotografia digital peca pelo excesso de recursos que podem ser utilizados para edição e mesmo a manipulação da imagem.
A função social da fotografia é testemunhar, registrar para a posteridade. Mas seu testemunho só é válido segundo o ponto de vista de “quem vê”, ou quer ver e a sua (im)parcialidade estará comprometida dependendo da maneira como é interpretado o que nela está gravado e para qual finalidade será utilizada.
Por outro lado, leva vantagem por permitir uma publicação imediata, pois hoje em dia qualquer um pode captar imagens até com o celular além de poder difundi-la através do próprio aparelho ou do computador. Conforme Oliveira, (s.d., p.3): “Na opinião dos defensores da fotografia digital, a velha forma de captação de imagens sobreviverá apenas na memória de veteranos fotógrafos incapazes de se adaptar às novas tecnologias.” Atualmente com tantos recursos, ninguém mais precisa ser um “profissional da imagem” para fazer fotografias. Ao contrário dos veteranos fotógrafos que ao longo do tempo foram se superando para alcançar um alto nível de qualidade nas suas imagens, tornando-se verdadeiros artistas.
As fotografias analógicas continuam sendo documentos importantíssimos (e belíssimos) que cumprem seu papel ao retratar a realidade dos tempos passados. Neste sentido, a reflexão do autor é muito apropriada também quando menciona a troca de experiências entre os dois estilos de profissionais:

“Não se pode descartar o digital. Mas também não se pode simplesmente abandonar o analógico, sem qualquer preocupação com o passado, o presente e o futuro. Afinal, o que seria da memória dos séculos XIX e XX se não fossem as fotografias produzidas em negativos, que armazenam até hoje imagens importantes de nossa história?
Talvez a melhor solução, neste momento, seja a troca de experiências entre profissionais do analógico e do digital para o fortalecimento
da fotografia e do jornalismo
.”(OLIVEIRA, [s.d.], p. 6).

Oliveira, Erivam Morais de. Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital. http://www.bocc.ubi.pt/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-fotografia-digital.pdf. Acessado em 02 de Outubro de 2009, 19h13min.