Minha análise sobre a relação dos webjornais e do profissional da informação foi feita em torno da questão levantada por Lévy (1999 apud MIELNICZUK, p. 6) quando questiona a sobrevivência do jornalismo, já que uma pessoa pode emitir mensagens a várias outras e se com as possibilidades tecnológicas ainda será preciso recorrer aos jornalistas clássicos para se manter atualizado?
Mesmo que uma pessoa possa enviar e-mails a várias outras, o jornalismo consiste em publicar a notícia para um alcance praticamente global. A notícia é lançada e ali permanece tanto para ser acompanhada como para ser ignorada.
Quanto a terminar com o jornalismo clássico, não acredito que acabará. Os nossos dias são de intenso imediatismo, dessa forma se faz necessário criar recursos para atender a demanda de tempo e agilidade.
Proporcional ao crescimento dessa demanda, o imediatismo faz com que muita gente não consiga acompanhar o ritmo, portanto, esse público ainda necessita chegar em casa, assistir aos telejornais, ou mesmo abrir o jornal impresso que ficou na mesa da sala durante o dia inteiro. Webjornalismo, quem dera! Ficar linkando demanda tempo. Se for possível fazer webjornalismo pelo Twitter (do celular), maravilha!
Se formos pensar então na questão do acesso... esse tipo de veículo de comunicação/informação é um tanto excludente. É só lembrarmos que grande parte da população – apenas citando o Brasil - não tem acesso à internet ou computador. Quando é possível acessar um computador público, entra a questão do saber como buscar a notícia ou como filtrar o que se quer ler.
Nesse aspecto, cabe ao profissional da informação procurar conhecer uma variada quantidade destes webjornais. Penso também que da mesma forma que em outros canais de comunicação, é preciso criar critérios de avaliação da qualidade do conteúdo disponibilizado.
Assim se torna possível orientar o usuário sobre qual a maneira mais eficaz e satisfatória de acessar o que está na web para suprir suas necessidades informacionais. E porque não instiga-lo a utilizar alguns critérios? Porém, tendo sempre o cuidado de não tolher o seu direito de livre escolha.
REFERÊNCIA
MIELNICZUK, Luciana. Características e implicações do jornalismo na Web. Disponível em http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf. Acessado em 22/10/2009.
Há 13 anos
Muito interessante Lilian!
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